Os textos que fizeram filosofia: ensaio filosófico

 


No texto argumentativo “Os problemas da Filosofia” a questão de partida pode ser formulada da seguinte maneira: - Será a filosofia importante? Esta questão é importante porque nos obriga a refletir sobre a utilidade da filosofia na nossa vida. De caráter subjetivo, pessoal, é uma forma de conhecimento que implica argumentação de ideias, ao contrário da ciência que implica uma demonstração experimental.

Russell defende que a filosofia é indispensável porque “quem não tem umas tintas de filosofia é o homem que caminha pela vida fora agrilhoado a preconceitos”. Assim, este texto argumenta que a filosofia, longe de ser uma atividade inútil, cumpre uma função essencial: a de promover o conhecimento crítico, antidogmático das crenças habituais que derivam do senso comum, implementadas pela sociedade,” vivifica o sentimento de admiração porque nos mostra as coisas que nos são costumadas num determinado aspeto que não o é”. Neste excerto do texto o autor refere que, como Aristóteles dizia, a filosofia surge do espanto e da admiração. O autor utiliza as palavras “desativando-as da tirania do hábito” para descrever os pensamentos, ou seja, argumenta que a filosofia liberta os pensamentos das verdades feitas e ainda hiperboliza ao usar a palavra “tirania” na descrição do hábito de não questionar e simplesmente continuar. Bertrand Russell defende a sua tese com este excerto “aumenta em muitíssimo o conhecimento no que diz respeito ao que as coisas podem ser”. É habitual em textos argumentativos haver uma objeção à própria tese, mas o importante é saber responder e contrariar essa objeção com um argumento mais poderoso. No caso deste texto o autor refere que “a filosofia, se bem que incapaz de nos dizer ao certo qual venha a ser a verdadeira resposta às variadas dúvidas que ela própria evoca”, menciona a incerteza que a filosofia semeia nas nossas mentes quando colocamos uma questão para qual não temos verdadeiramente uma resposta. Por exemplo, “será que Deus existe?”, contudo, é sempre melhor questionarmos tudo do que não questionamos nada, por isso Bertrand Russell menciona mais à frente no excerto anterior que “sugere numerosas possibilidades que nos confere amplidão aos pensamentos”. O autor consegue responder à própria objeção com a seguinte frase: “Embora diminua, por consequência, o nosso sentimento de certeza (...) aumenta em muitíssimo o conhecimento”. Na minha inequívoca opinião, eu concordo com Bertrand Russell e com a sua tese apresentada no texto argumentativo “os problemas da filosofia”. O autor apresenta argumentos válidos e bem estruturados para dar a sua opinião. Concordo quando ele diz que a filosofia amplia o conhecimento ao questionar as verdades feitas e os dogmas desta vida. Um exemplo semelhante a este texto é a Alegoria da Caverna onde as verdades falaciosas são bastante presentes, e tal como no texto é mencionado, os prisioneiros estavam também agrilhoados à simplicidade que era o seu mundo. Em conclusão concordo que a filosofia é de facto importante e evoca o pensamento profundo, tal como é dito no prefácio de António Sérgio sobre este texto: “a filosofia é, em não pequena parte, a luta do bom senso contra o «senso comum”.

                                                                                                                             Filipa Matos, 10º F

Comentários

Enviar um comentário

Mensagens populares