Qual é a origem do conhecimento? Os sentidos ou a razão?
Os empiristas, defensores da origem do conhecimento ser proveniente dos 5 sentidos e da experiência sensível, opõem-se à teoria racionalista que defende que a origem do conhecimento está na razão.
“Na opinião do
empirismo não há qualquer património a priori da razão. A consciência
cognoscente não tira os conteúdos da razão, tira-os exclusivamente da
experiência.”, ou seja, todo o nosso conhecimento provém da experiência
sensível, uma vez que, quando nascemos, “o espírito humano está por natureza
vazio, é uma tábua rasa, uma folha em branco, onde a experiência escreve.”
Assim, os empiristas recorrem ao argumento da tábua rasa, onde afirmam que
nascemos sem ideias inatas, contrariando o que filósofos racionalistas como,
por exemplo, René Descartes, defendiam, e diziam que todos os conhecimentos que
obtemos ao longo da nossa vida são derivados da experiência.
Ora, para
contra-argumentarem, os racionalistas afirmam que para obtermos um conhecimento
a posteriori, isto é, proveniente dos 5 sentidos, teremos de estar dispostos a
negá-lo se assim for necessário, já que os nossos sentidos podem ser enganadores
ou ilusórios. Contrariamente, a nossa razão dá-nos um conhecimento certo,
seguro, sem margem de erro.
Para responder
a esta objeção, a teoria empirista contra-argumenta com o facto de os
conhecimentos a priori serem tautologias, isto é, não acrescentam nada de novo
ao nosso conhecimento, enquanto o conhecimento proveniente da experiência
sensível, apesar de conter margem de erro, oferece-nos novos conhecimentos.
Pessoalmente,
considero-me uma pessoa racionalista, uma vez que, de facto, os nossos sentidos
são enganadores e ilusórios. Já a nossa razão, dá-nos um conhecimento
indubitável, certo, seguro, universal, baseado na lógica.
Maria Isabel Carvalho 11ºE
.webp)


Comentários
Enviar um comentário