A pena de morte devia ser abolida?

 



1. Um relativista cultural diria que a pena de morte é uma prática que deve ser respeitada

e que, ao ser adotada por certas culturas, deve ser tolerada, promovendo a diversidade

cultural.


2. Um relativista afirma que cada cultura considera verdadeiros certos juízos de valor

morais, ou seja, há uma diversidade de verdades morais. Por outro lado, um

subjetivista afirma que as verdades morais dependem exclusivamente do modo como

cada pessoa vê ou sente as coisas.


3. A Declaração Universal dos Direitos Humanos defende que todos os seres humanos

têm direito à vida, ou seja, defende um valor, enquanto os defensores da pena de

morte defendem o desvalor da morte, pelo que existe um conflito entre defensores da

pena de morte e defensores da Declaração Universal dos Direitos Humanos.


4. Dois critérios transubjetivos que podem ser utilizados por defensores da abolição da

pena de morte são o critério antropológico e o critério da argumentação.

De acordo com o critério antropológico, a pena de morte, que representa uma ameaça

para a realização humana, encontra-se desprovida de valor, pelo que devia ser abolida.

Além disso, um defensor da pena de morte, ao defendê-la, tornar-se também um criminoso e vítima de um círculo vicioso, ou seja, também não encontra realização humana ao defendê-la.

Segundo o critério da argumentação, a pena de morte deve ser objeto de uma

argumentação e discussão no espaço público, com a finalidade de um consenso se

aproximar da “verdade”. Este critério é relevante, uma vez que a justiça, por si

mesma, também falha e a pena de morte pressupõe a existência de um juiz que nunca se engana

                                                                                                            Maria Margarida, 10ºE

 


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