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A mostrar mensagens de março, 2026

O que é a deliberação?

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  A ação é um ato intencional, consciente e voluntário que requer um agente motivado para fazê-la. Podemos identificar o capitão do navio como sendo o agente. Todas as ações são acontecimentos, no entanto nem todos os acontecimentos são ações.  Antes de tomar a sua decisão o capitão do navio passou pelo processo de deliberação que consiste na reflexão e consideração de todos os pontos de vista antes de fazer uma escolha. Confrontado com a tempestade, um acontecimento, o capitão tem que deliberar para decidir, e a questão impõe-se: "Devo deitar fora a mercadoria ou arriscar-me a enfrentar o temporal, conservando-a a bordo, esperando que o tempo melhore ou que a embarcação resista?"                                                                                       ...

- Será este, um bom anúncio publicitário?

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  Este anúncio publicitário pode ser considerado problemático e por essa razão não é bom. Recorre à provocação ao afirmar “ Não sejas ovelha ”, rebaixando implicitamente quem não consome o produto. Esta estratégia manipulatória condiz com a falácia ad hominem porque segue a linha do insulto e da humilhação. O anúncio, em vez de apresentar argumentos sobre a qualidade do produto, utiliza um apelo emocional baseado na pressão social e no desejo de afirmação individual, levando os consumidores a comprá-lo para evitar uma conotação negativa.                                                                                                                    Eduardo Silva, 10ºE

- Será que a ciência caminha em direção à verdade?

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  Um dos problemas centrais da Filosofia da Ciência é o problema do progresso científico, isto é, saber se a ciência progride de forma racional e cumulativa ou se o seu desenvolvimento ocorre de forma descontínua. Esta questão é relevante, pois permite compreender em que sentido a ciência evolui.  A questão-problema que orienta esta dissertação é a seguinte : será que a ciência progride em direção à verdade?  Entre as propostas mais influentes destaca-se a perspetiva racionalista de Karl Popper e o pensamento historicista de Thomas Kuhn. Neste ensaio, irei clarificar os conceitos e as ideias de ambos os filósofos e defenderei a perspetiva historicista de Kuhn.  Thomas Kuhn sustenta que os paradigmas — entendidos como modelos de pensamento e práticas partilhadas por uma comunidade científica — constituem a base da ciência, sendo no seu interior que esta se desenvolve. O filósofo destaca a importância histórica e sociológica dos paradigmas, ou seja, do contexto em que ...

- Somos livres porque não estamos determinados ou estamos determinados porque não somos livres?

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  Durante este ensaio, irei analisar a seguinte questão filosófica: “Será que o ser humano é livre?”.  Esta questão revela-se pertinente, pois conduz à reflexão sobre temas como o autodomínio, a ação humana, o poder de escolha e a distinção entre atos livres e não livres. A pergunta “será que o ser humano é livre?” dá origem a três teses fundamentais no âmbito da Filosofia: o determinismo radical, o libertismo e o determinismo moderado.  Podemos identificar a posição de Thomas Nagel, que defende o determinismo radical. O autor afirma que “de acordo com essas leis, as circunstâncias anteriores a uma ação determinam que ela irá acontecer e eliminam qualquer outra possibilidade”. Esta tese sustenta que o ser humano é o resultado de uma cadeia causal anterior, isto é, as suas ações são determinadas por um conjunto de fatores ou condicionantes. Estas condicionantes podem ser de natureza física e biológica — inatas e herdadas através do ADN — correspondendo a fatores intrínseco...

- Somos livres ou determinados?

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               Fernando Savater discute o dilema do livre-arbítrio. O livre-arbítrio é a capacidade racional de escolha, de escolher entre o bem e o mal, o correto e o incorreto, o responsável e o irresponsável… Mesmo nos dias de hoje este problema origina grandes dúvidas pois existem três teses para dar resposta à questão. Cada perspetiva apresenta argumentos a seu favor, mas também se confronta com objeções. Assim, o libertismo, está em oposição ao determinismo radical (duas teorias incompatibilistas) e o determinismo moderado (compatibilista) pretende conciliar estas perspetivas. Irei discutir o problema do livre-arbítrio do qual surge a seguinte questão: “Será que somos livres ou determinados?”                  Savater defende a ideia de que a humanidade é livre, ou seja, tem livre-arbítrio, mas que também é condicionada (por fatores físicos e bilológicos, his...

- Será que o ser humano é verdadeiramente livre?

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  A liberdade do ser humano é, de facto, um dos temas centrais da Filosofia e tem sido debatida ao longo de séculos por diferentes pensadores, muitas vezes com visões bastante distintas. Assim, existem três teorias que defendem diferentes perspetivas sobre este assunto. Simon Blackburn defende a teoria do libertismo, e afirma que o homem é livre e não é determinado por acontecimentos anteriores ou leis da natureza. Esta tese, defendida por Simon Blackburn, é explicada através do facto de os seres humanos serem racionais, ou seja, terem a capacidade de deliberar, analisar e pensar nos aspetos positivos e negativos antes de executar alguma ação. Esta capacidade de pensar de forma consciente e de agir sem constrangimentos, de forma voluntária, implica que existe liberdade nas ações, ou seja, devemos ser responsabilizados pelas nossas ações, já que somos conscientes e capazes de diferenciar o certo do errado. Uma objeção a esta tese, defendida por Simon Blackburn, é que, se as nos...

- É um pato ou um coelho?

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  Para khun, a nova visão do mundo, ou seja, um novo paradigma não pode ser considerado um melhoramento em relação ao anterior. Este filósofo acredita na incomensurabilidade dos paradigmas, portanto é impossível afirmar que um antigo paradigma seja pior do que um novo. Afirma também que cada paradigma vigente é aquele que mais se aplica a um determinado período, e quando uma mudança de paradigma, ocorre também uma mudança na interpretação do mundo, já que os cientistas veem coisas novas e diferentes, que necessitam de novos instrumentos e métodos que melhor se adequam aos mesmos. " O que no mundo do cientista era uma ato antes da revolução passou a ser um coelho depois dela".                                                    ...

- Que lições podemos retirar do relativismo cultural?

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  O relativismo ou o multiculturalismo pode ensinar-nos duas lições importantes. A primeira lição é que todas as culturas são iguais em valor, promovendo a aceitação e a tolerância. Se a maioria numa determinada cultura defende que algo é certo, então a minoria também é, em princípio, influenciada por essa visão. Como dizem os críticos do etnocentrismo, “todas as nossas preferências não estão sujeitas a um padrão racional absoluto”, devemos considerar as “particularidades exclusivas da nossa sociedade”. Esta perspetiva ajuda-nos a compreender e a respeitar práticas diferentes das nossas, sem recorrer automaticamente a julgamentos morais externos. A segunda lição do relativismo é que toda a nossa opinião pessoal sobre determinados valores na sociedade ou cultura pode ser questionada ou até rejeitada. Esta atitude estimula um pensamento crítico, pois permite identificar que certos valores, embora defendidos pela cultura em que estamos inseridos, não são necessariamente moralmente c...

O que é o interculturalismo?

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  É a perspetiva vinda da filosofia. O interculturalismo defende uma perspetiva objetivista dos valores. Esta tese, ao  contrário do texto, defende que existem valores objetivos que devem ser respeitados  universalmente. Por exemplo, a escravatura não é uma prática aceitável perante esta tese defensora dos Direitos Humanos. Como esta prática não é respeitada pela maioria das culturas esta vai ficar despida de valor; a este critério dá-se o nome de critério democrático, um critério transubjetivo que vai para além dos interesses particulares. O objetivismo propala o respeito de leis universais que são independentes de opiniões individuais ou culturais, ou seja, quando Rachels afirma que “não há uma verdade objetiva sobre   se a escravatura é um bem ou um mal” o objetivista responderia ao afirmar que a escravatura é um mal universal   que está no domínio do desvalor, devendo por essa razão ser rejeitado por todas as culturas.       ...

- O relativismo constitui uma solução aceitável em relação ao etnocentrismo?

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  Não, o relativismo não constitui uma solução aceitável para o etnocentrismo. Estas  duas teorias são contraditórias e extremistas. O etnocentrismo defende uma cultura  superior às outras e, sendo assim, as inferiores devem ser exterminadas.  Já o relativismo defende a aceitação e tolerância de todas as culturas. No mundo atual, o relativismo não pode ser uma solução aceitável pois práticas que não respeitam os  Direitos Humanos, como o casamento forçado, a mutilação genital feminina e o infanticídio, não podem ser aceites de ânimo leve nem devem ser levados como algo cultural, desta forma aumenta a violação dos Direitos Humanos que devem, acima de tudo, ser respeitados de forma incondicional.                                              ...

- Será que o determinismo moderado é uma boa tese para explicar o livre-arbítrio?

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                                                                 Fernando Savater   O determinismo moderado é uma teoria compatibilista que concilia o determinismo radical com o libertismo, ou seja, articula a perspetiva que vem da ciência com a perspetiva dos filósofos. Um argumento a favor desta tese consiste no facto de nós termos liberdade de realizar ações livres, ou seja, isentas de coação e segundo os nossos desejos e vontades. Compatível com o determinismo radical, a tese dos cientistas diz-nos que as nossas vontades e os nossos desejos são determinados por acontecimentos anteriores, numa sequência de causa e efeitos, tal como os fenómenos físicos. Segundo o determinismo moderado, nós somos livres ao agir e poderíamos ter agido de outro modo, se assim o tivéssemos desejado.      ...

- Qual é a alternativa ao relativismo moral?

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    A perspetiva que a filosofia apresenta face ao relativismo moral é o interculturalismo que apresenta uma perspetiva objetivista dos valores, ou seja, defende a existência de valores morais universalmente defendidos por todas as culturas e que respeitem certos critérios mínimos de moralidade. Com efeito, sociedades diferentes têm opiniões diferentes sobre a escravatura, mas está na altura desta prática ser considerada injusta, imoral e inaceitável à escala planetária. Segundo o critério transubjetivo podemos apontar o critério antropológico para considerar a escravatura uma prática cultural que devia ser abolida, uma vez que não se verifica uma realização pessoal por parte dos escravizados ou por parte da sociedade, em geral. Assim, esta prática devia ser abolida porque não beneficia ninguém e põe em causa a dignidade humana, logo, não interessa preservar.                   ...

- O relativismo moral é uma solução aceitável contra o etnocentrismo?

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    O relativismo não é uma solução aceitável contra o etnocentrismo, apesar de considerar que todas as culturas são iguais em valor e nos transmitir que não existe uma cultura dominante e que devemos aceitar e tolerar os costumes das outras culturas, as consequências de ambas as teses são semelhantes (xenofobia/racismo, segregação, criação de guetos e espaços fechados, conservadorismo e isolamento de culturas que   ficam estagnadas, situações que na minha opinião, são intoleráveis e torna uma sociedade  disfuncional.                                                                            ...

A evolução da ciência caminha em direção à verdade?

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  Na perspetiva historicista de Kunh, um paradigma é um modelo científico que a comunidade científica adota com base na verificabilidade das hipóteses. Deste modo, não é possível afirmar que existe uma relação de superioridade entre dois paradigmas porque cada paradigma é verdadeiro no seu tempo.   Ou seja, há uma incomensurabilidade entre eles porque não se pode medir a sua veracidade uma vez que os mesmos não podem coexistir no espaço/tempo. Por exemplo, o geocentrismo e o heliocentrismo, dois modelos cosmológicos que serviram a investigação na sua época mostram que “as mudanças de paradigma levam realmente os cientistas a ver o mundo da investigação em que estão empenhados de forma diferente”.                                               ...

- A prática do infanticídio por parte da tribo Suruwahá deve ser tolerada?

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  1. Segundo um relativista, a prática do infanticídio por parte da tribo Suruwahá é uma prática que deve ser respeitada, uma vez que promove o bem-estar da tribo, ao libertá- la de crianças consideradas anómalas. Partindo do pressuposto relativista de que cada cultura considera verdadeiros certos juízos de valor morais, o infanticídio deve ser tolerado em nome da diversidade cultural. 2. Um defensor dos direitos humanos poderia refutar a tese do relativismo cultural e da tolerância, referindo que certas práticas culturais, como o infanticídio e a mutilação genital feminina põem em causa a dignidade humana e, ao serem toleradas, promovem a indiferença , a ausência de valores comuns e a estagnação da cultura. 3. A alternativa ao relativismo cultural é o interculturalismo que defende a objetividade dos valores numa tentativa de encontrar valores comuns a todas as culturas que têm que ser respeitados incondicionalmente. 4. Enquanto no relativismo cultural cada cult...

A pena de morte devia ser abolida?

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  1. Um relativista cultural diria que a pena de morte é uma prática que deve ser respeitada e que, ao ser adotada por certas culturas, deve ser tolerada, promovendo a diversidade cultural. 2. Um relativista afirma que cada cultura considera verdadeiros certos juízos de valor morais, ou seja, há uma diversidade de verdades morais. Por outro lado, um subjetivista afirma que as verdades morais dependem exclusivamente do modo como cada pessoa vê ou sente as coisas. 3. A Declaração Universal dos Direitos Humanos defende que todos os seres humanos têm direito à vida, ou seja, defende um valor, enquanto os defensores da pena de morte defendem o desvalor da morte, pelo que existe um conflito entre defensores da pena de morte e defensores da Declaração Universal dos Direitos Humanos. 4. Dois critérios transubjetivos que podem ser utilizados por defensores da abolição da pena de morte são o critério antropológico e o critério da argumentação. De acordo com o critér...

- Há diferenças entre hipótese e teoria segundo Popper?

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  Não. Para Karl Popper, racionalista crítico, uma hipótese é uma teoria que foi formulada com base num problema com o objetivo de o solucionar e que irá, mais tarde, ser submetida a testes que visam a sua refutação ou falsificação. Na sua perspetiva, estas hipóteses, por mais que resistam aos testes a que são submetidas, nunca poderão ser consideradas verdadeiras mas sim “corroboradas”, no caso de resistirem à falsificabilidade.  Assim, podemos apenas afirmar que são mais verosímeis do que as que a antecederam, isto é, estão mais próximas da verdade. Por esta razão, Karl Popper afirma que o nosso conhecimento “têm caráter conjetural” e que as críticas, ou seja, o método crítico ou método das conjeturas e refutações, são “os nossos únicos meios de aproximação à verdade". Este racionalista defende que a ciência progride em direção à verdade, mas só é possível atingir a verossimilhança, isto é, uma aproximação a esse ideal regulador. Neste sentido, hipótese, teoria ou conjetur...

Que características podemos apresentar para caracterizar o senso comum?

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  O senso comum ou conhecimento vulgar é um conhecimento superficial e dogmático, isto é, não aceita críticas e não tem interesse em aprofundar questões de forma organizada e sistemática.  Além disso, esta forma de conhecer parte de uma simples observação ou de uma vivência, o que não nos “ oferece garantia alguma de que seja verdade o que se diz”, uma vez que a observação dos factos tem de ser objetiva, e não deve ser influenciada por pressupostos qualitativos, marcados pelo conservadorismo e pela tradição ancestral, fiável e segura e, sobretudo, afetiva. Este tipo de conhecimento opõe-se à ciência.                                                                                             Adriana Pereira, nº1  -  11ºE  

Qual é a tese do determinismo radical? Será uma boa teoria?

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  O determinismo radical afirma que o livre arbítrio é ilusório e que todos nós estamos  determinados por eventos passados como a educação, a cultura, o espaço/tempo, a biologia, entre outros fatores. Assim tudo o que fazemos explica-se por acontecimentos do passado tal como os fenómenos físicos se explicam pelas leis fixas da  natureza .  Um argumento a favor desta tese é que se o universo obedece às leis da natureza, o ser  humano pertence ao universo e por essa razão, as suas partículas também obedecem às leis físicas e  biológicas, logo o ser humano está determinado por eventos e causas passados e pelas leis  da natureza, não sendo por isso responsável pelas suas ações.                                    Afonso Peixoto nº1 - 10ºA

Em que consiste o processo de deliberação?

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  O processo de deliberação é um processo que consiste entre escolher uma das opções que nos são apresentadas, para resolver um problema. O sujeito, ser racional vai refletir, avaliar, ponderar, para ver  as vantagens e desvantagens, fazendo a melhor escolha possível. O  processo de deliberação que é feito pelo capitão de um navio que enfrenta uma tempestade, implica uma reflexão cuidada na escolha: deve ou não soltar a carga valiosa que o barco leva e preservar a vida dos tripulantes? Ou então: continuar com  mercadoria valiosa e por em risco a vida da tripulação? Savater escreve: "Ao capitão do navio coloca-se o seguinte problema: deitar fora a mercadoria ou arriscar-me a enfrentar o temporal conservando-a a bordo, esperando que o tempo melhore ou que a embarcação resista?"                                                       ...

Qual é a diferença entre a ação humana e a ação animal?

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  As ações dos animais são repetitivas, instintivas, mecânicas e automáticas. Os animais não optam por fazer essas ações porque foram instintivamente programados para as fazer em conformidade com o código biológico específico de cada espécie. Enquanto a ação humana é criativa, racional e estruturada para chegar a um determinado objetivo. Assim, a ação humana é, na maioria dos casos, feita por opção, fruto da vontade, consciência e intencionalidade do agente que fez aprendizagens e por influência social vai dar um contributo original e criativo. Podemos então concluir que enquanto a ação humana é aberta a dos animais está pré-programada e é fechada.                                                         ...

Não havendo uma base objetivista para distinguir o bem do mal será que podemos dizer que o relativismo cultural é uma teoria subjetivista ou que o subjetivismo é uma teoria que pode resvalar para o relativismo?

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  O subjetivismo defende que os valores variam de sujeito para sujeito logo, o relativismo não apela a esta tese pois o relativismo afirma que os valores variam de cultura para cultura, isto significa  que todos os sujeitos devem respeitar os valores transmitidos pelos ancestrais da sua cultura. Por essa razão devem ser preservados, acriticamente.                                                                                                                               Filipa Matos, 10º F

Que objeções poderia um defensor dos direitos humanos fazer ao relativismo cultural e ao seu conceito de tolerância?

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  Um defensor dos direitos humanos poderia criticar o relativismo cultural ao afirmar que esta teoria promove a  indiferença em relação à prática de certos valores que vão contra a dignidade humana e por consequência contra a declaração dos direitos humanos. Com efeito o relativismo  acaba por alimentar um discurso de exclusão, promove a separação de culturas pois não existe um progresso civilizacional devido às conservação e respeito por tradições ancestrais de certas culturas. Devemos promover um diálogo intercultural, procurar pontos em comum, estabelecer pontes de contacto e esbater as diferenças. Com efeito, os juízos morais são ou deveriam ser objetivos e certos valores devem ser compartilhados universalmente.                                                                          ...

Um relativista defende que devemos respeitar a prática do infanticídio em nome da diversidade cultural e da tolerância. Porquê? Concordas?

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 Sim, um relativista cultural defende que devemos respeitar as práticas de outras culturas para promover o diferencialismo e a tolerância cultural pois o relativismo afirma que todas as culturas são iguais em valor e, nesta medida, cada cultura tem o poder de decidir o certo e o errado, ou seja, todas as culturas têm códigos morais diferentes nos quais nós não devemos interferir, devemos simplesmente aceitar passivamente. podemos concluir que o relativismo cultural impede-nos de criticar as outras culturas e também a nossa própria cultura. Esta teoria na prática leva à indiferença e promove a separação de culturas, a criação de espaços fechados ao diálogo. Na prática o relativismo conduz ao racismo, xenofobia, isolamento e estagnação.                                                                       ...