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A mostrar mensagens de junho, 2026

- Encerramento das atividades letivas (2025/26)

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O Blog Sophia nasceu em fevereiro, de uma ideia simples e da vontade de a partilhar. Ao longo destes meses, foi um espaço de reflexão e descoberta, um espaço de encontro, construído palavra a palavra com a finalidade de divulgar os textos que fizeram filosofia .  Agora é tempo de pausa, de um intervalo para que as experiências se transformem em novas ideias. Tal como as estações se sucedem, também os projetos precisam de momentos de silêncio para poderem florescer de novo.  Partimos para férias para desfrutar do merecido descanso!   Regressaremos no próximo ano letivo, com novas perguntas, novos textos e a mesma vontade de continuar a aprender a filosofar...                                                                                           ...

1ª Edição do Concurso - Ensaio Filosófico no Ensino Secundário

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Este ano a 1ª edição do C oncurso “Ensaio Filosófico” integrou o Plano Anual de Atividades da escola Aurélia de Sousa, uma iniciativa promovida pela disciplina de Filosofia (10º e 11º ano) em articulação com a Biblioteca Escolar. Esta atividade assume particular relevância por incentivar o pensamento crítico, a reflexão filosófica e o desenvolvimento das competências de expressão escrita dos alunos do ensino secundário. Os participantes abraçaram este desafio com empenho, criatividade e uma notável capacidade de análise das questões filosóficas propostas. Os trabalhos distinguidos serão divulgados no próximo ano letivo, altura em que serão atribuídos o 1º e o 2º prémio, bem como uma menção honrosa.                                                                                   ...

-Que críticas faz Sandel à experiência mental de Rawls?

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  Sandel, não concorda com a experiência mental, a situação hipotética pensada por Rawls para explicar a sua vertente contratualista, com influência de Locke. Sandel defende que o indivíduo pertence a uma comunidade e está enraizado numa cultura com identidade. A posição original e a utilização do “véu da ignorância”, não é correta, pois as pessoas vivem em comunidade, têm a sua cultura e sociedade, logo não são iguais, nem podem simplesmente esquecer quem são. Indivíduos colocados nesta situação não têm condições para escolher o quer que seja, são seres abstratos a escolher no vazio. Michael Sandel critica a ideia liberal de que o indivíduo existe separado da comunidade e valoriza os deveres cívicos, a comunidade, o bem comum e a moral na política. Além disso, o véu da ignorância não garante a imparcialidade na escolha dos princípios da justiça porque pode haver quem queira arriscar e não se importe com quem é menos afortunado na lotaria social. Sandel também defende que não é jus...

- Deve o Estado interferir na propriedade privada segundo o libertarismo?

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  Para Nozick, tal como podemos ver na sua obra Anarquia, Estado e Utopia , o pagamento de impostos ao Estado, para redistribuir a riqueza e terminar com a desigualdade é como obrigar as pessoas a fazer trabalho forçado durante várias horas para alcançar os objetivos de outros. O papel do Estado, segundo Nozick é garantir a segurança da sociedade, apenas, funciona como uma espécie de “vigilante” e os impostos pagos ao Estado devem ser mínimos, apenas para manter o cumprimento de contratos e a segurança: polícias, força aérea e militares, marinha entre outras forças de segurança. O Estado também não deve interferir na propriedade privada dos cidadãos, só o pode fazer apenas em situações de fraude ou roubo.                                               ...

- Segundo Nozick, deve o Estado interferir nos rendimentos de Cristiano Ronaldo?

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  De acordo com a perspetiva de Nozick, o Estado não intervém nos rendimentos do Cristiano Ronaldo. O autor defende uma sociedade representada por um Estado mínimo, o “guarda noturno”, vigilante que apenas se concentra na segurança interna e externa para garantir a paz e o cumprimento de contratos. Assim, para Nozick seria uma injustiça e uma violação da liberdade do jogador o Estado intervir para redistribuir a riqueza e o rendimento do Ronaldo para os menos favorecidos (mais pobres). Para Nozick a interferência do Estado na propriedade privada é um atentado à liberdade individual pois a “ tributação dos rendimentos do trabalho é equiparável ao trabalho forçado” é escravizar a pessoa. Podemos concluir que para esta conceção libertarista o Estado apenas interfere em caso de fraude.                                                         ...

Ensaio filosófico - "A existência de pessoas sem abrigo é compatível com uma sociedade justa?"

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  O problema da organização de uma sociedade justa remete-nos para o contratualismo de Rawls, o individualismo de Nozick e o comunitarismo de Sandel, teorias da filosofia política que procuram reponder à questão: - A existência de pessoas em situação de sem abrigo é compatível com uma sociedade justa? Desta questão surgem outras: - Será que o Estado deve atenuar a situação das pessoas em situação de sem abrigo? - Qual o papel do Estado?  Nesta reflexão vou confrontar a perspectiva do liberalismo igualitário de Rawls com a perspectiva libertista de Nozick.   John Rawls é influenciado por outros contratualistas tais como Kant e Locke. Este contratualismo assenta no contrato entre o cidadão e o Estado em que o cidadão prescinde das suas “leis naturais” para viver de acordo com leis e regras em troca de benefícios fiscais, segurança, apoio educativo, entre outros benefícios. A presença de pessoas em situação de sem-abrigo não é compatível com a sociedade justa de Rawls po...

- Qual é a importância do "véu da ignorância" na escolha dos princípios de uma sociedade justa?

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  O véu da ignorância faz parte de uma experiência mental, uma situação imaginária criada por John Rawls para explicar como se estabelece o contrato social entre as partes. O autor defende a equidade, baseando a sua teoria em três princípios fundamentais: a imparcialidade, a racionalidade e a universalidade. A imparcialidade garante que ninguém seja beneficiado por interesses particulares já que as escolhas são feitas de forma racional porque procuram assegurar as melhores condições possíveis mesmo no pior cenário. A universalidade decorre do facto de todos os indivíduos se encontrarem na mesma situação inicial. Assim, o véu da ignorância é fundamental para promover os ideais de Rawls, pois constitui a condição essencial desta experiência mental imaginária que fundamenta o contrato social na escolha dos princípios de uma sociedade justa.                         ...

Ensaio filosófico - Será que Deus existe?

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    O problema da existência de Deus torna-se pertinente porque nos permite refletir sobre o sentido da vida. Neste texto o questionamento é evidente e reporta-se à explicação que poderemos dar sobre o propósito ou significado que as coisas têm. “Porque outra razão teriam as nossas pernas e braços três juntas, bem como os dedos, senão por ser melhor do que ter duas ou quatro? E porque serão os nossos dentes incisivos aguçados como cinzéis de corte mas os nossos dentes interiores largos para triturar, e não o contrário? Se olharmos mais atentamente vemos que tudo está bem ordenado e organizado e a questão emerge: Não será esta organização um sinal da existência de um Deus perfeito, produto de um desígnio inteligente?  Este problema é pertinente  porque permite questionar e analisar as origens do nosso mundo e perceber a influência divina nas nossas vidas. Nesta reflexão vou apresentar o argumento a posteriori de W. Palley e uma possível objeção. Seguidamente, apresent...

- Será que Deus existe?

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  O matemático Pascal, usa uma prova a priori para explicar a existência de Deus. Pascal afirma que pela razão humana e racionalmente não provamos a existência desta divindade, logo, devemos apostar na fé. Comentando e respondendo à questão: será que Deus existe? , Pascal faz uma cálculo das hipóteses possíveis pensando nas vantagens e nas desvantagens de apostar na existência de Deus. Assim, se apostarmos na crença de que Deus não existe e de facto ele não existir, então temos um ganho finito, ou seja, não perdemos o nosso tempo a com rituais religiosos por exemplo ir à missa,  ler a Bíblia ou  frequentar reuniões ou cultos sagrados, entre outras atividades, e desfrutamos da vida como quisemos na máxima plenitude. No entanto se não acreditarmos em Deus e realmente ele existir, considera-se que tivemos uma perda infinita, ou seja, a impossibilidade da salvação que corresponde à felicidade e á vida eterna. Pascal considera que nestes termos vivemos a vida sem cumprir o seu...

- Como é que Leibniz responde à teoria do mal?

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  Uma argumentação a favor da existência de Deus é o argumento de Leibniz, onde ele diz que há males que vêm para o bem, ou seja Deus deu ao mundo e as pessoas o livre arbítrio para que os mesmos não fossem marionetas, portanto há pessoas que optam por fazer o mal, como dizem no texto "Instabilidade política" feita pelos seres humanos. Ou seja, estes sofrimentos vêm para um aprendizado, altruísmo e reforço crítico e espiritual. Esta teodiceia de Leibniz, ajuda a comprovar e justificar o propósito divino                                                                            Maria Clara Fernandes, 11º E