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A mostrar mensagens de maio, 2026

- Que críticas podemos apresentar ao argumento cosmológico de São Tomás de Aquino?

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  Segundo os críticos a teoria a posteriori de São Tomás de Aquino não é legítima. De acordo com a teoria, tudo o que existe tem uma causa e se regredirmos na sucessão de causas teremos que chegar a uma causa primeira, porque não é possível regredir infinitamente à procura da origem do Universo. Deste modo o argumento cosmológico afirma que, tem que haver uma causa incausada, que cause tudo e que por nada é causada. A essa causa damos o nome de Deus (um ser omnipotente). Kant critica a teoria, pois afirma que, não se pode passar da realidade física para a realidade metafísica, isso é um absurdo. Com uma afinação ao argumento podemos dizer que, tudo o que existe no espaço e no tempo tem uma causa. Mas Deus, uma entidade metafísica não precisa de uma causa, pois está fora do espaço/tempo. Mesmo assim Kant não concorda dizendo que o argumento faz uma extrapolação da física para a metafisica.                           ...

Ensaio filosófico: confronto entre Kant e Mill

  António tinha como objetivo enriquecer o seu currículo e ficou a saber que a prática do voluntariado era muito valorizada nas entrevistas de emprego. Por isso, contactou o Hospital de São João e foi admitido durante um ano. Graças ao voluntariado que realizou em articulação com a Associação ACREDITAR, ( Associação de pais de crianças e jovens que têm ou tiveram cancro) o António tornou-se popular e enriqueceu o seu currículo. Neste ensaio filosófico irei abordar se a ação do António é moral ou não, primeiro coloca-se uma questão importante para este tema: “Será que a moralidade de uma ação reside na intenção de cumprir o dever ou nos resultados que ela produz?”. Para responder a esta questão começamos por dizer quais são as éticas que podem responder a este problema. Existem duas éticas: a ética deontológica, de Kant, que é racional, de natureza deontológica. É racional porque é na razão que se fundamenta a lei moral, é deontológica porque a moralidade da ação é determinada ...

Qual destas máximas passa no teste decorrente do imperativo categórico?

  1 - ACABA COM A TUA VIDA SE VIVERES UMA GRANDE DESGRAÇA". 2 - VIVE SEM CONTRIBUIR PARA O BEM ESTAR DOS OUTROS". Nenhuma destas máximas passa no imperativo categórico pois a primeira afirmação põe em risco a vida humana e esta é sempre prioridade para o imperativo categórico, assim não podendo ser universalizada porque não é sustentável uma vez que deixaríamos de ter sobreviventes. A segunda também não passa no teste porque passaríamos a ter pessoas egoístas, centradas nos seus interesses. Não é racional desejar universalmente uma situação em que ninguém coopera porque isso prejudicaria as próprias condições de vida. O imperativo categórico é universal, racional, a priori e necessário.                                                                                     ...

O que é moralmente correto fazer?

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    Relativamente à afirmação de Mill, “ quem salva um semelhante de se afogar faz o que está moralmente correto, quer o seu motivo seja o dever ou a esperança de ser pago pelo seu incómodo”, Kant condena-a e reprova-a pois defende o critério deontologico da moralidade (em oposição ao critério teleológico) que diz que devemos cumprir deveres e princípios, que o bem não reside na consequência e na felicidade e que o valor moral reside na intenção da pessoa, além do valor ser intrínseco , racional e absoluto ou seja o mais importante é o cumprimento do dever, “Faz X, sem mais” em vez de “Se fizeres x então terás Z”.                                                            ...

É possível uma sociedade justa? Como deve uma sociedade justa distribuir os seus bens? Qual a maneira mais correta de o fazer?

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    Qual deve ser o papel do Estado? Deve interferir na propriedade privada?  John Rawls defende que o papel do Estado é garantir a justiça como equidade, garantindo uma estrutura social que ofereça igualdade de oportunidades. Para fundamentar a sua teoria, recorre à experiência mental, uma situação imaginária que ele denominou “posição original”, na qual os indivíduos escolhem os princípios de uma sociedade justa, cobertos pelo “véu de ignorância”, que impede o conhecimento da posição social ou condições de vida que cada um vai ter. Assim, o contrato social, faz-se para garantir a universalidade (todos os sujeitos estão nas mesmas circunstâncias), a imparcialidade (ninguém conhece o seu lugar) e a racionalidade (a escolha vai implicar que os indivíduos queiram o melhor no pior cenário, e não queiram arriscar).  Rawls conclui que a interferência   do Estado e a redistribuição da riqueza só são justificadas se beneficiarem ...

O critério da moralidade reside na intenção ou na consequência?

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  O critério da moralidade reside na intenção ou na consequência? Esta é uma pergunta pertinente para a discussão do certo e do errado na ética que procura a universalização de valores morais. Stuart Mill defende uma ética teleológica, isto é, a ação centra-se na consequência ou finalidade. O autor baseia-se no imperativo hipotético, ou seja, a ordem condicional das ações é conforme o dever, se a consequência for boa. O interesse da ação é atingir a felicidade geral, logo, é correto usar o valor como um meio para atingir um fim: “- Faz X para atingires Y”. Para Mill a ética assenta em três pilares importantes. O primeiro dos pilares é o hedonismo, que consiste na felicidade ou ausência de dor pois o bem reside na felicidade do maior número de pessoas e na ausência de dor. O segundo pilar é a consequência pois para Mill o critério da moralidade reside na consequência de uma ação, se a consequência atingir o bem geral então a ação vai ser boa. O terceiro pilar é a imparcialidade, tem...

- Como se hierarquizam os prazeres para Stuart Mill?

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  O hedonismo qualitativo de Mill defende que nem todos os prazeres têm o mesmo valor, dividindo-se assim em prazeres superiores e prazeres inferiores. No exemplo da rapariga que passou o verão a contentar-se com piscina, sofá e gelados, segundo Mill estes são prazeres inferiores, sensoriais e mais ligados ao físico, apesar de intensos são efémeros e não cultivam nada a longo prazo. São prazeres comuns aos animais dos quais depende a nossa sobrevivência. O namorado da rapariga aconselhou-a a "ler um livro ou ver um bom filme" para alcançar os prazeres superiores, mentais e espirituais, os que nos desenvolvem o nosso intelecto, apesar de não tão intensos são produtivos a longo prazo. Assim diz Mill "Mais vale Sócrates insatisfeito do que um porco satisfeito", estes valores são intrínsecos a todos os seres racionais, porque o que é um humano sem o seu lado racional desenvolvido? ​É esta a hierarquia de prazeres que Stuart Mill defende, além disso segundo o filósofo ...

- Qual é o critério da moralidade das ações em Stuart Mill?

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  Um homem desempregado que roubou produtos alimentares no supermercado para alimentar a sua família e pessoas necessitadas, segundo Mill está a agir moralmente e não merece ser preso. Mill defende que uma ação é moral quando produz a maior felicidade possível para um maior número de pessoas. O filósofo considera que o mais importante são as consequências das ações. Se o resultado causar mais bem estar e menos sofrimento então, a ação é considerada correta.                                                                                                                             Neyla Valente, 10°F

Que significado tem a afirmação“...mais vale Sócrates insatisfeito do que um tolo satisfeito…”?

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  Esta citação remete para o hedonismo qualitativo de Mill e para a distinção entre prazeres superiores e inferiores. O filósofo demonstra que a satisfação de Sócrates está relacionada com os prazeres superiores e intelectuais, mais satisfatórios para os seres humanos, ao passo que a satisfação de um tolo é referente a prazeres superficiais, relativos ao corpo e menos satisfatórios para os seres humanos. Assim, no contexto geral da teoria utilitarista de Mill, o filósofo defende que os prazeres superiores e os deleites intelectuais são mais valorizáveis do que os inferiores, uma vez que promovem a realização pessoal e a felicidade profunda, pelo que Sócrates estará sempre insatisfeito e citando o autor, “... um ser amplamente dotado sentirá sempre que, da forma como o mundo é constituído, qualquer felicidade que possa esperar será imperfeita.”.             Por outro lado, todos os sujeitos que se satisfizerem com prazeres inf...

Qual é a distinção entre prazeres inferiores e superiores?

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  Os prazeres inferiores estão ligados ao corpo, provenientes das sensações, dos prazeres sensíveis e não permitem a realização plena do sujeito. São comuns aos animais e a todos os seres humanos em geral.  Por outro lado, os prazeres superiores são relativos às faculdades intelectuais, à imaginação e aos sentimentos morais e permitem a realização plena do sujeito. Estes prazeres destacam-nos dos animais e nem todos os homens os conseguem alcançar na sua plenitude.  Mais do que a quantidade de prazer importa para Mill a qualidade.                                                                           ...

Qual é o critério da moralidade das ações?

  INTENÇÃO OU CONSEQUÊNCIA? Há uma grande distinção entre a moral de Kant e a moral de Mill. A moral de Mill foca-se na consequência das ações independentemente da ação ou da intenção por detrás dela. Segundo Mill, qualquer ação, seja vista como boa ou má, será moral se a consequência levar a um bem maior mesmo que seja preciso fazer o mal para alcançar esse objetivo. Enquanto isso, Kant defende que a intenção é a parte mais importante da ação. Kant opõe-se a Mill dizendo que as ações devem obedecer a uma lei moral absoluta que não pode ser quebrada mesmo que cause indiretamente uma má consequência. Assim, o critério da moralidade de Kant centra-se na intenção porque os valores morais são absolutos enquanto o critério da moralidade de Mill centra-se na consequência porque não há valores morais absolutos. Mateus Saraiva, 10ºA