- Somos livres ou determinados?

 

             Fernando Savater discute o dilema do livre-arbítrio. O livre-arbítrio é a capacidade racional de escolha, de escolher entre o bem e o mal, o correto e o incorreto, o responsável e o irresponsável… Mesmo nos dias de hoje este problema origina grandes dúvidas pois existem três teses para dar resposta à questão. Cada perspetiva apresenta argumentos a seu favor, mas também se confronta com objeções. Assim, o libertismo, está em oposição ao determinismo radical (duas teorias incompatibilistas) e o determinismo moderado (compatibilista) pretende conciliar estas perspetivas. Irei discutir o problema do livre-arbítrio do qual surge a seguinte questão: “Será que somos livres ou determinados?”

                 Savater defende a ideia de que a humanidade é livre, ou seja, tem livre-arbítrio, mas que também é condicionada (por fatores físicos e bilológicos, históricos e culturais). Assim concluímos que Fernando Savater é determinista moderado. Eu também sou a favor desta tese, a qual passo a explicar. O determinismo moderado defende uma tese compatibilista, que procura articular as teses do libertismo e do determinismo radical para formar outra tese capaz de dar resposta ao problema.

                  O determinismo moderado defende que apenas temos a liberdade necessária para sermos moralmente responsáveis e que simultaneamente somos determinados por fatores físicos, biológicos, históricos, culturais… Esta posição do determinismo moderado argumenta no sentido de afirmar a sua perspetiva. Refere que nós temos a capacidade cerebral de refletir, argumentar e satisfazer desejos mas, que isto é tudo causado por processos complexos do nosso cérebro e mesmo os nossos desejos e impulsos devem-se a fatores que nos condicionam. Esta tese estabelece uma distinção rigorosa entre ações voluntárias e intencionais — aquelas que decorrem de uma escolha informada, precedida de deliberação racional — e ações involuntárias e/ou não intencionais, que resultam de imposição externa ou de coação.

                             No entanto, existem objeções ao determinismo moderado, como por exemplo uma criança que foi educada e ensinada a roubar e a mentir e que agora em adulta age sem coerção externa é presa e posta na prisão pelas suas ações. Moralmente está correto punir esta pessoa? A resposta é simples: Sim, porque mesmo com os fatores condicionantes do passado a que o indivíduo esteve exposto, a decisão final de roubar foi sua, ela teve livre-arbítrio e ao mesmo tempo foi condicionada.

                              Em conclusão, o problema do livre-arbítrio é muito complexo e existem inúmeras pessoas que diariamente dedicam o seu tempo a estudá-lo, mas, na minha opinião e no caso, também na de Savater, somos livres e determinados em simultâneo.    

                                                                              

                                                      Duarte Vieira, nº 9 - 10ºA                                                          

                              




Comentários

  1. Segundo Fernando Savater, o ser humano é livre, mas também condicionado por vários fatores. O determinismo moderado defende que somos livres dentro de certos limites e responsáveis pelas nossas ações. Assim, somos livres e determinados ao mesmo tempo.

    Rafaela Diogo 10*E

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